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Athina Onassis International Horse Show


A festa de Doda e Athina

Ficou tudo em casa: o brasileiro Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, duas vezes medalhista olímpico com o Brasil, foi eleito o melhor cavaleiro do Athina Onassis International Horse Show, a maior competição de hipismo já realizada no País. O evento foi idealizado e organizado por ele mesmo e levou o nome de sua mulher, a neta e herdeira do bilionário armador grego Arisoteles Onassis. Mas não foi uma mera festinha caseira: reuniu dezenas de nomes da elite do esporte, ofereceu mais de US$ 1 milhão em prêmios e recebeu 13 mil pessoas em cinco dias. “Só não havia mais gente porque os ingressos se esgotaram”, explicou Doda.

O cavaleiro venceu uma prova na sexta-feira, terminou em terceiro ontem e apresentou os resultados mais regulares do torneio. Premiado, recebeu beijos da amada e fez questão de homenagear um de seus primeiros treinadores, o veterano campeão pan-americano Renyldo Ferreira. “Ninguém ganha nada sozinho. Ficamos dez anos juntos, e ele me ensinou muito do que me levou a ser o cavaleiro que sou hoje”, agradeceu Doda.

Milionária Athina Onassis ao lado de Alexa Weeks (namorada de Rodrigo Pessoa) assistindo a pista de Doda

 

Não foi o único a sair feliz ontem da Sociedade Hípica Paulista, na zona sul de São Paulo. Tão sorridente quanto Doda estava o inglês John Whitaker, que completava 52 anos e ganhou a última prova, que lhe rendeu um “presentinho” de 75 mil euros.

Veterano de quatro Olimpíadas, Whitaker ficou impressionado com a animação do público, que acenou com guardanapos brancos após a premiação. “Foi perfeito, fantástico. A torcida ficou entusiasmada, o que fez de tudo um show. Já não gosto muito de comemorar aniversário, mas fiquei especialmente feliz por ganhar.”

O torneio fez parte do Global Champions Tour, espécie de “Grand Slam” do hipismo, e Doda admitiu, desde o início, que o nome Onassis seria garantia de sucesso para o evento, facilitando a atração de patrocindor e investidores. Acertou na mosca: a Hípica, em Santo Amaro, não ficou devendo a Wimbledon no quesito luxo. Foram R$ 11 milhões em investimentos, muitos negócios e muita gente, apesar do preço pouco convidativo: havia lugares que custavam R$ 2 mil. No ano que vem, o evento pode ir para o Complexo de Deodoro, que recebeu o hipismo nos Jogos Pan-Americanos.

06/08/2007
Fonte: Diário do Comércio