| 20.03.2007
Entrevista com Vitor Alves Teixeira
A abertura da temporada oficial de 2007
da FPrH (Federação Paranaense
de Hipismo), realizada na Sociedade Hípica
de Curitiba, nos dias 10 e 11 de março,
contou com a presença de um ilustre
campeão de provas nacionais e internacionais.
O cavaleiro Vitor Alves Teixeira, natural
de Belo Horizonte (BH), tem um currículo
extenso. Ele é nove vezes campeão
brasileiro, oito vezes campeão
da liga sul-americana seletiva para Copa
do Mundo, três vezes medalha de
ouro por equipe em jogos Pan-Americanos
e duas vezes medalha de prata individual,
teve participações em três
Olimpíadas, três campeonatos
do mundo e em Copa do Mundo. Obteve também
diversas vitórias em Grandes Prêmios
internacionais na América do Sul
e Europa. Neste ano a grande meta de Vitor
Teixeira é participar da seletiva
para o Pan-Americano do Rio de Janeiro.
A competição será
realizada em 20 de maio em São
Paulo e a expectativa do cavaleiro é
a melhor possível. Em entrevista
especial ele comenta um pouco sobre sua
participação no CSE (Concurso
de Salto Estadual) do Paraná, o
que pensa do Pan-Americano, e da decisão
de Rodrigo Pessoa de não integrar
a equipe nacional.
De onde partiu o convite para participar
da abertura da Temporada Oficial 2007
da FPrH (Federação Paranaense
de Hipismo)?
Vitor Teixeira: O convite veio
de uma iniciativa de amigos meus. Curitiba
é uma cidade que sempre me acolheu
bem, especialmente a Hípica de
Curitiba, que me traz boas lembranças,
além de ser um lugar simpático
e estruturado. Sempre que possível
estive presente. Também tenho amigos
que começaram trabalhos comigo
anos atrás de adquirir novos animais
de padrão internacional, então
sempre que posso venho dar uma assessoria
no trabalho que iniciamos.
Você
participou do primeiro dia montando cavalos
jovens. Qual foi o seu principal objetivo
nas suas pistas?
Vitor Teixeira: Os proprietários
Gilberto Freire e Daniel Khury, amigos
meus, pediram que eu desse uma opinião
sobre os cavalos novos e o estágio
de trabalho. Por isto me coloquei à
disposição para realizar
este trabalho. Lógico que a gente
sente falta de um melhor conjunto montando
apenas uma vez e sabendo da responsabilidade
que é influenciar os jovens cavaleiros
como exemplo e estilo. Mas a gente tenta
deixar aqui alguma lição
ou exemplo para que estes cavaleiros possam
se espelhar.
Falando
neste assunto até que ponto sua
presença no evento de Curitiba
pode ajudar os jovens cavaleiros?
Vitor Teixeira: Acho que é
válido todo o tipo de incentivo
neste sentido, sempre que puder e for
convidado estarei presente para colaborar
com esta festa com a ótima estrutura
e organização que estamos
acostumados nos concursos realizados no
Paraná. Mas isto não precisa
ficar restrito somente a mim, mas também
posso indicar outros cavaleiros da minha
equipe e outros com que tenho relacionamento
para virem abrilhantar e participar deste
evento.
Qual
seu conceito sobre o nível do hipismo
paranaense?
Vitor Teixeira: O
Paraná sempre teve bons cavaleiros,
vários deles saíram daqui
para o cenário internacional como
o Felipe Juarez de Lima, Ivan Camargo,
o próprio Daniel Khury quando esteve
montando representou o Paraná muito
bem nacionalmente e internacionalmente.
Mas a gente sente que existe a renovação
de uma nova safra e por isto me coloco
à disposição, sempre
que possível, estar presente passando
minha experiência e aquilo que de
mais atual está se praticando no
hipismo internacional, para que esta renovação
possa levar o Paraná a ocupar o
lugar de destaque que sempre ocupou no
passado.
Como
observa a decisão de Rodrigo Pessoa
de não aceitar a maneira com que
as vagas da equipe brasileira de hipismo
foram definidas e abrir mão de
participar do Pan-americano do Rio de
Janeiro?
Vitor Teixeira: Como brasileiro
eu espero sinceramente, que com a cabeça
mais tranqüila, ele possa rever sua
posição. Ele é um
cavaleiro pré-convocado para participar
dos jogos. O Brasil merece ter o Rodrigo
aqui e ele também deve isto ao
Brasil. Por tudo que ele representa para
a juventude, para o país e para
a comunidade hípica acredito que
ele possa rever sua posição.
Juntamente com Bernardo, que é
um dos pré-convocados também,
Rodrigo venha somar e ajudar aqueles cavaleiros
que se classificarem dentro da pista,
a integrar a equipe do Brasil, que enfrentará
fortes adversários, e tentar trazer
de novo a medalha de ouro que conquistamos
por três vezes seguidas e perdemos
para Estados Unidos e México. Temos
plenas condições de recuperar
esta medalha em casa e não só
o Rodrigo, mas queremos contar com toda
a força dos cavaleiros europeus,
que anunciaram sua desistência.
Esperamos sinceramente contar com eles
também para que a gente possa realmente
formar uma equipe forte.
Você
demonstrou a intenção de
integrar a equipe brasileira. Como está
a expectativa com a seletiva de São
Paulo?
Vitor Teixeira: A equipe é
formada por quatro cavaleiros e um reserva.
Como existem dois pré-convocados,
nós estaremos disputando três
vagas no Brasil, dois titulares e um reserva.
A minha expectativa é grande, estou
bem montado, me encontro com uma égua
com bastante poder técnico e de
força. Espero também estar
com ela no auge da forma para conseguir
a vaga na seletiva e mais uma vez tentar
recuperar esta medalha tão esperada
e merecedora do povo brasileiro.
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