ALONGAMENTO
NA FISIOTERAPIA EQÜINA
Dornbusch, P.T,
Finco, V. Cassou,F.
Curso de Ciências Eqüinas
Pontifica Universidade Católica do Paraná
Resumo
A fisioterapia e reabilitação eqüinas,
envolvem várias técnicas desenvolvidas com o
intuito de proporcionar ao animal lesionado a volta à
performance que havia perdido antes da lesão e com
a mesma eficácia. Algumas técnicas, como a hidroterapia,
shock-wave, ultrasom terapêutico, laser terapêutico,
eletroterapia, crioterapia, campo magnético pulsátil,
termoterapia e acumputura, podem ser usadas com sucesso. Também
são envolvidos princípios como alongamento e
a massagem que servem como forma de prevenção
de injúrias, alívios da dor, melhoramento da
performance, relaxamento e alívio do stress. Ernesto
Scavanici Neto (Hippus, novembro 2004).
Palavras Chaves: fisioterapia, performance,
alongamento, massagem e eqüinos.
1. Introdução
O
alongamento pode ser usado como forma de reabilitação
de uma lesão ou como forma de prevenção
de futuras lesões, sendo que desta forma ele atinge
sua máxima eficiência DENOIX e PAILLOUX (1986-1988).
O principio do alongamento tem como função reduzir
a tensão muscular e aumentar a elasticidade e flexibilidade
dos músculos, tendões e ligamentos diminuindo
as chances de estiramentos durante o exercício DENOIX
e PAILLOUX (1986-1988).
Além disto, ele também alivia a dor causada
por espasmos musculares e lesões, melhora a forma de
se movimentar uma vez que aumenta a variedade de movimento
e ajuda na própriocepção, dando maior
noção ao cavalo de seu corpo, facilitando assim
a coordenação e equilíbrio. Percebemos
que o cavalo alongado é menos ansioso e conseqüentemente
sua tensão muscular é reduzida. Como ele sente
menos dor ao executar um movimento qualquer, produz menos
reação contra movimento exigido.
Ainda destaca-se entre os benefícios de alongamento
uma melhora no conforto e condução do animal,
aumentando também a capacidade de suportar carga.
Existem duas formas de alongar um cavalo.
O alongamento ativo, que é feito pelo próprio
ginete montado guiando seu cavalo. E o Alongamento passivo,
que é feito no animal através das mãos
humanas, que proporciona uma gama maior de exercícios
e movimentos. Também, usamos como forma de alongar,
as reações automáticas de reflexo, que
são utilizadas para induzir o alongamento em uma determinada
área e na perda de algum movimento, forçando
assim a noção de equilíbrio DENOIX e
PAILLOUX (1986-1988).
2.
Cuidados para realizar alongamentos.
Tanto
o alongamento ativo com o passivo requerem muitos cuidados,
porque se forem feitos de maneira incorreta, podem causar
lesões. O excesso de alongamento pode ser tanto por
hiper-flexão ou por hiper-extensão.
É melhor sempre fazer menos do que mais. Se o animal
estiver em período de repouso (recuperação),
com alguma doença ou lesão, em pós-operatório,
ou até mesmo com febre, devemos evitar alongar-lo.
O profissional que realizará o trabalho deve ter domínio
da direção a qual o animal deve ser alongado,
assim como noções de anatomia, fisiologia e
biomecânica, sempre adaptando a técnicas, as
necessidades específicas de cada animal, o esporte
no qual ele está envolvido, ou o problema de dor a
ser solucionado.
Outro ponto importante para o alongamento é um aquecimento
prévio, não é recomendado retirar-se
o animal que passou horas em uma cocheira e iniciar um alongamento.
Deve-se antes fazer um aquecimento e soltá-lo com alguns
poucos minutos de passo, trote ou galope assim como no final
do treinamento não é recomendado alongar após
trinta minutos do término do exercício.
3.
Prática do alongamento.
Para
executar o alongamento, são exigidas algumas atitudes
que devem ser levadas em conta.
Postura do terapeuta: a pessoa deve estar calma e traquila,
pois o animal sente e percebe isto. Estabelecer um contato
de aproximação ,chegar de maneira correta no
animal . Outro fator importante é a percepção
de se o animal é visual ou auditivo ROBERTS (2003)
, assim saberemos a melhor forma de fazer a aproximação
e os cuidados que devem ser levados em consideração.
Aprendizado de rotina: Somente com a experiência é
que o terapeuta aprende a conhecer o animal, diferenciar um
do outro e sentir até que ponto ele pode ser alongado,
também perceber que o animal é único
e quais problemas mais comuns sofridos pelos praticantes de
cada modalidade CASSOU (2005).
Movimento; Nunca se deve afetar o equilíbrio do cavalo.
Ele só pode permanecer no apoio tripedal durante aproximadamente
15 segundos. Cada série de movimentos deve ser repetida
três vezes na seqüência, sempre com uma pausa
entre elas para descanso do animal. Se o cavalo não
estiver relaxado e cooperando, de nada adiantará o
alongamento DENOIX e PAILLOUX (1986-1988). Outro fator relevante
é o terapeuta sempre respeitar os limites de cada animal
para não desencadear o reflexo de proteção,
oposto ao alongamento que será indesejável e
anulará o trabalho já realizado CASSOU (2005).
Os exercícios realizados no alongamento trabalham a
musculatura de flexão, extensão, adução
e abdução dos principais grupos musculares envolvidos
na locomoção do eqüino.
4.
Conclusão:
Seja
qual forma de terapia, se bem aplicada e adaptada de acordo
com a situação que se encontra cada animal e
ministrada por um profissional capacitado, poupará
o eqüino de dor e sofrimento desnecessário, beneficiando
o atleta, prolongando sua carreira e principalmente permitindo
que ele realize seu trabalho com total desempenho. Em se tratando
de um atleta, devemos evitar ao máximo que o animal
tenha que parar por algum tempo ou mesmo encerrar sua carreira
precocemente, muitas vezes por problemas simples que poderiam
ser diagnosticado em seu princípio.
Deve-se levar em conta que se o cavalo trabalhar com melhor
qualidade sua performance certamente irá melhorar,
e ele terá muito mais vitórias, com mais prazer
e menos dor.
Com certeza prevenir e aliviar suas dores é a melhor
forma de carinho que podemos proporcionar a um animal tão
especial quanto o cavalo.
Bibliografia
DENOIX,
J.M. e PAILLOUX J.P.;Fhysical Therapy and Massage for the
Horse (1986-1988).
ROBERTS, M. O homem que ouve cavalos, bertrand Brasil Ltda,
5ª ed. 2003.
SCAVACINI, E.N; Eles também sentem dor, Hippus Horse
ilimitada ed. 109, Arroio Editorial Ltda 2004.
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